Por Que Elon Musk Aposta Alto em Robôs Humanoides

Elon Musk tem demonstrado uma visão ambiciosa para o robô humanoide Optimus, da Tesla. Apresentado em 2022, o robô já apareceu em eventos da Tesla e até ao lado de celebridades, mas Musk acredita que ele poderá desempenhar um papel significativo nos lares e na vida das pessoas, consolidando a presença da empresa no campo da inteligência artificial (IA), juntamente com os táxis-robôs autônomos e os caminhões Cybertruck.

Investidores parecem concordar com a visão de Musk, já que aprovaram um pacote salarial de US$ 1 trilhão, condicionado à entrega de um milhão de robôs com IA na próxima década. O Vale do Silício também demonstra interesse em humanoides, com um relatório do Morgan Stanley prevendo que a Apple poderia faturar US$ 133 bilhões anuais até 2040 com essa tecnologia. A Foxconn está implantando robôs humanoides em sua fábrica da Nvidia no Texas.

A combinação de IA avançada em um corpo humanoide permite a interação com o mundo físico. Empresas como a britânica Humanoid desenvolvem robôs para uso industrial, enquanto outras planejam levá-los para dentro de casa. O Neo, da empresa 1X, promete realizar tarefas domésticas simples a partir de 2026, controlado remotamente por um operador.

Analistas como Brian Hopkins, da Forrester, apontam que a redução de custos de componentes, o avanço na destreza robótica e a IA tornam os humanoides viáveis em diversos contextos. Musk acredita que o Optimus pode se tornar o maior produto de todos os tempos, superando até mesmo os celulares, impulsionando as ambições de IA da Tesla, especialmente no avanço de sistemas de inteligência artificial geral (AGI).

Outros robôs, como o Atlas da Boston Dynamics, demonstram os avanços da robótica, potencializados pela IA. No entanto, especialistas questionam a necessidade de robôs terem forma humana, argumentando que soluções como rodas são mais eficientes. Apesar disso, os humanoides exercem um fascínio psicológico, refletido na ficção científica.

Modelos como o Optimus estão se tornando mais refinados, aproximando-se do “vale da estranheza”. Sam Altman, diretor da OpenAI, acredita que o mundo não está totalmente preparado para os humanoides, mas reconhece que é um momento inevitável. Musk parece determinado a tornar essa visão uma realidade.