A crescente demanda por profissionais de inteligência artificial (IA) no Brasil tem levado empresas a adotarem estratégias agressivas para atrair e reter talentos. Engenheiros de IA, peça-chave na integração de modelos de IA aos negócios, estão sendo disputados a peso de ouro, com salários que podem igualar os de diretores-executivos (CEOs) em algumas empresas. Além da remuneração elevada, as companhias têm flexibilizado o trabalho presencial e oferecido benefícios diferenciados, como participação nos lucros.
Luís Henrique Martins, engenheiro de IA, relata receber inúmeras ofertas de emprego mensalmente, demonstrando o aquecimento do mercado. Recrutadores confirmam a dificuldade em encontrar profissionais qualificados, o que tem impulsionado a valorização dos salários e benefícios. A competição se estende também a empresas estrangeiras, que buscam profissionais brasileiros atraídas pelo menor custo e fuso horário favorável.
Para empresas que não podem competir com salários internacionais, incentivos não financeiros, como trabalho remoto e a oportunidade de contribuir para um propósito maior, têm se tornado cruciais. A busca por talentos também abre portas para profissionais com menos experiência, com empresas dispostas a investir em seu desenvolvimento. Programas de treinamento e requalificação interna têm se tornado comuns, com empresas como iFood e Cloudwalk investindo fortemente na capacitação de seus funcionários em IA. A Cloudwalk, por exemplo, oferece um salário inicial de R$ 7 mil, chegando a R$ 10 mil com benefícios, sob regime CLT, demonstrando que o modelo de contratação ainda atrai profissionais no setor.