Os arremessadores do Cleveland Guardians, Emmanuel Clase e Luis Ortiz, foram indiciados no Brooklyn sob acusações de conspiração para manipular ilegalmente apostas em arremessos feitos durante os jogos. As acusações incluem conspiração para fraude eletrônica, conspiração para influenciar competições esportivas por meio de suborno e conspiração para lavagem de dinheiro. De acordo com a acusação, os réus concordaram antecipadamente com seus cúmplices em arremessar tipos e velocidades específicos de arremessos, e esses cúmplices usaram essas informações privilegiadas para fazer apostas nesses arremessos. Em alguns casos, os réus receberam subornos e pagamentos de propina – canalizados por meio de terceiros – em troca da manipulação dos arremessos. O esquema envolveu apostadores terceirizados não identificados que supostamente ganharam mais de US$ 400.000 em apostas envolvendo Clase e Ortiz. Os arremessadores, por sua vez, receberam propinas, de acordo com a acusação. Em alguns casos, Clase e Ortiz até forneceram dinheiro a seus cúmplices para financiar as apostas. Para organizar o esquema, os dois usaram seus telefones celulares durante os jogos, o que é proibido pela MLB, exceto em circunstâncias atenuantes. Os dois também enfrentam uma possível proibição vitalícia do esporte por violar as regras da liga contra apostar em seus próprios jogos. No entanto, se forem condenados, é improvável que sejam libertados da prisão ainda jovens o suficiente para competir. Clase e Ortiz enfrentam uma possível sentença de até 65 anos.