A crescente demanda por profissionais de inteligência artificial (IA) no Brasil tem levado empresas a oferecerem salários e benefícios cada vez mais atrativos, em alguns casos comparáveis aos de CEOs, para atrair e reter talentos. Engenheiros de IA, especialmente aqueles com experiência em IA generativa, estão sendo disputados a peso de ouro, com recrutadores relatando dificuldades em encontrar candidatos disponíveis e dispostos a mudar de emprego.
Empresas têm flexibilizado o trabalho presencial, turbinado benefícios e, em casos raros, oferecido participação societária para atrair esses profissionais. A remuneração, em média, é superior à de desenvolvedores de software, e a competição se estende a empresas estrangeiras, que buscam profissionais brasileiros devido ao menor custo e fuso horário favorável.
A falta de mão de obra qualificada também abre oportunidades para profissionais menos experientes, com empresas dispostas a investir em treinamento e desenvolvimento interno. Grandes empresas como iFood e Cloudwalk têm programas de capacitação em IA para seus funcionários, incentivando a migração de engenheiros de software para a área de IA. A Cloudwalk, por exemplo, oferece um salário de entrada elevado, com contratação em regime CLT, desmistificando a ideia de que jovens desprezam esse tipo de contrato.
Profissionais da área relatam receber inúmeras propostas de emprego, inclusive para trabalhar remotamente e receber em dólar, mas alertam para os riscos dessa modalidade. A profissão de engenheiro de IA ainda não tem uma definição precisa, mas exige uma combinação de habilidades em ciência de dados, programação e infraestrutura de software. A busca por talentos em IA está aquecida e deve continuar nos próximos anos, impulsionada pela crescente adoção da IA em diversos setores da economia.