O governo dos Estados Unidos intensificou sua batalha legal contra o Google, solicitando a um juiz federal que ordene a dissolução da divisão de publicidade digital da gigante de tecnologia. A alegação central é que o Google mantém práticas anticompetitivas no mercado de tecnologia de anúncios, um ecossistema complexo que conecta sites que vendem espaço publicitário a anunciantes. Segundo o Departamento de Justiça, as promessas de mudança por parte do Google não são confiáveis, justificando a medida drástica.
Este é o segundo grande processo antitruste enfrentado pelo Google em 2024. Em setembro, a empresa obteve uma vitória quando um juiz rejeitou uma ação semelhante que buscava a venda do navegador Chrome, também sob alegações de monopólio. As ações judiciais fazem parte de uma ofensiva governamental mais ampla para conter o poder das grandes empresas de tecnologia, incluindo Apple, Amazon e Meta. Os resultados dessas ações têm sido mistos; recentemente, um juiz rejeitou um processo contra a Meta.
Em documentos submetidos ao tribunal, o Departamento de Justiça e procuradores de vários estados argumentam que o Google construiu ilegalmente monopólios em dois mercados cruciais relacionados à tecnologia de anúncios. O governo alega que o Google exerce controle simultâneo sobre várias etapas do processo de publicidade digital, criando um conflito de interesses inerente. “Estamos aqui para resolver o problema”, declarou a procuradora-geral adjunta Gail Slater. “Argumentaremos que a melhor solução é desmantelar o monopólio do Google, o que criará um novo concorrente e incentivará a inovação.”
O Google se defende veementemente, classificando o processo como exagerado e argumentando que a medida prejudicaria editores, anunciantes e consumidores. A empresa afirma que suas ferramentas integradas oferecem eficiência e inovação, e que a separação do serviço seria tecnicamente impraticável. A decisão judicial sobre o caso é esperada nos próximos meses.