Ex-funcionários da Rockstar protestam contra demissões e negam acusações de vazamento

Ex-funcionários da Rockstar Games realizaram um protesto em frente à sede da Rockstar North, na Escócia, e na Take-Two House, em Londres, na última quinta-feira (6), para contestar as recentes demissões em massa e negar as acusações de vazamento de informações sigilosas. A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Independentes da Grã-Bretanha (IWGB), que alega que as demissões foram motivadas pela participação dos funcionários em atividades sindicais e trabalhistas. A Rockstar, por sua vez, afirma que os demitidos compartilharam informações confidenciais sobre a empresa e seus jogos em fóruns online.

De acordo com Alex Marshall, líder do IWGB, a acusação de vazamento é uma “cortina de fumaça” para encobrir o verdadeiro motivo das demissões: o receio da Rockstar de que os trabalhadores se organizem para defender seus direitos. Marshall também criticou a empresa por priorizar o lucro em detrimento do bem-estar de seus funcionários, mencionando que a Rockstar se beneficiou de milhões em isenções fiscais enquanto negligenciava as condições de trabalho de sua equipe.

Um ex-funcionário, que preferiu não se identificar, alegou ter sido demitido “sem aviso, sem evidências e sem qualquer chance de argumentar”, negando ter vazado informações ou prejudicado a empresa. Ele afirma que sua única intenção era apoiar os colegas e melhorar o ambiente de trabalho. Ross Greer, líder do partido Scottish Greens, manifestou seu apoio aos ex-funcionários, instando a Rockstar a recontratá-los e oferecer salários e condições de trabalho justas.

Paralelamente aos protestos, a Rockstar anunciou o adiamento do lançamento de GTA 6 para novembro de 2026, um atraso de seis meses em relação à previsão inicial. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre as manifestações.