Processo nos EUA alega que Meta ocultou evidências de danos do Facebook à saúde mental

Um processo judicial movido por distritos escolares nos Estados Unidos acusa a Meta de esconder evidências de que o Facebook causa danos à saúde mental dos usuários. Segundo a ação, a Meta interrompeu uma pesquisa interna, o ‘Projeto Mercury’, após descobrir que a desativação do Facebook por uma semana reduzia sintomas de depressão, ansiedade e solidão. A pesquisa, realizada em parceria com a Nielsen, não foi publicada, e a Meta justificou internamente que os resultados negativos foram ‘contaminados pela narrativa da mídia’.

Funcionários da Meta teriam discordado internamente da decisão, comparando a atitude da empresa à da indústria do tabaco. O processo alega que a Meta informou ao Congresso dos EUA não ter como quantificar os danos de seus produtos a adolescentes, mesmo após a pesquisa interna.

Em resposta, o porta-voz da Meta, Andy Stone, afirmou que a metodologia do estudo era falha e que a empresa trabalha para melhorar a segurança de seus produtos. Ele contesta as alegações, afirmando que o processo deturpa os esforços da empresa na construção de recursos de segurança para adolescentes. Stone garante que a política atual da empresa é remover contas imediatamente após serem sinalizadas por tráfico sexual. Uma audiência sobre o caso está marcada para 26 de janeiro na Califórnia.

O processo também mira o Google, o TikTok e o Snapchat, acusando as empresas de esconderem intencionalmente os riscos de seus produtos de usuários, pais e professores. As alegações incluem incentivo ao uso das plataformas por menores de 13 anos, falha no combate a conteúdo de abuso sexual infantil e tentativas de influenciar organizações de proteção à infância. As acusações contra a Meta são mais detalhadas, incluindo alegações de que a empresa projetou recursos de segurança ineficazes, demorou a impedir o contato de predadores infantis com menores e priorizou o crescimento em detrimento da segurança infantil.