A Rockstar Games nega que as recentes demissões em massa de funcionários estejam relacionadas à formação de um sindicato, alegando que a medida foi tomada após a descoberta de que alguns ex-membros da equipe compartilhavam informações confidenciais sobre seus jogos e operações em fóruns públicos. A empresa acusou os indivíduos de violarem as políticas internas ao discutir dados sensíveis, contrariando as alegações de repressão sindical.
De acordo com a Rockstar, a ação disciplinar afetou um pequeno grupo de pessoas e não tem ligação com qualquer atividade sindical. As demissões, que ocorreram em 30 de setembro, podem ter envolvido até 40 funcionários no Reino Unido e Canadá. Em resposta, o sindicato de trabalhadores independentes da Grã-Bretanha classificou o ocorrido como um dos atos mais severos de repressão sindical na história da indústria de jogos.
A Rockstar enfatiza que a comunicação dos funcionários com o sindicato via Discord, que incluía participantes externos à empresa, foi um fator determinante. Alex Marshall, presidente do sindicato, rebateu as acusações, expressando preocupação de que a equipe esteja sendo punida por discutir seus direitos em busca de um ambiente de trabalho mais justo e uma voz coletiva.
Este incidente ocorre em um contexto de preocupação com a segurança em torno de Grand Theft Auto VI (GTA 6). Após um vazamento massivo em 2022, que revelou detalhes do jogo, a Rockstar intensificou as medidas de segurança, exigindo que todos os funcionários retornassem ao trabalho presencial cinco dias por semana em 2024. O lançamento de GTA 6 está previsto para 26 de maio de 2026 para PlayStation 5 e Xbox Series.